Eu havia andado por
caminhos distantes, por lugares escuros e com pessoas que não tinha o habito de
andar. Me distanciei de mim, daquele bom e velho Marcelo e magoei pessoas e a
mim mesmo, não queria estar assim. Você poderia me perguntar: “Assim como?”, Não
sei dizer ao certo com cheguei a tal ponto, como fiquei distante daquilo que
sempre fui e dizia ser, não posso me arrepender de nada pois faço tudo que
tenho vontade e aprendi com tudo que vivi e vivi intensamente.
Hoje estamos vivendo
num mundo onde as pessoas se falam muito, sabem muito da vida uma das outras,
sabem os hobbys e as coisas preferidas, mas ao mesmo tempo não sabem quase
nada. Pois só conversam por celular, e cá entre nós que nesse mundo conectado
podemos ser quem quisermos e escondermos emoções e características. Quando as
pessoas se veem pessoalmente ficam mais no celular do que olhando nos olhos, do
que entregues aquele momento deixando de lado o mundo lá fora. Eu falo porque
fui assim, e as vezes até sou, mas olhando bem pra mim não acho isso legal e
prefiro as coisas a moda antiga. Eram bem mais saborosas.
Sinto falta de quando
eu era criança, longe de toda maldade do mundo, onde era tudo tão simples e
coisas pequenas eram suficientes para trazer alegrias e fazer amigos. Não é que
eu queria ser criança, e sim ter o mesmo olhar de esperança e amor para com os
outros e a mim mesmo, me contentar com pequenas coisas ao invés de achar que
preciso “comprar meus momentos de alegria”, não precisamos disso. A sociedade
prega muito que para estar bem e aceito tem que usar e comprar ou ter aquilo
que eles julgam ideal para cada época. E as pessoas sempre fazem o que a “maioria”
faz para se sentirem aceitos com os outros e com elas mesmas.
Vejo pessoas que
pouca coisa tem, mas tem mais do que muita gente que acha que tem. Que levantam
cedo, sustentam seus filhos no sacrifício e choram por não poderem dar um
simples danone porque as contas já se fazem maior que o pequeno trocado que
recebem por fazerem o trabalho pesado que poucos tem coragem de fazer. As vezes
choram por olharem os filhos e não terem condições de dar uma casa melhor uma
roupa nova, a primeira bicicleta, choram por serem honestos e conviverem com
tanta injustiça, choram por serem humilhados por seus patrões e não poderem
sair do emprego porque se sairem não vão ter como sustentar seus lares. Me dói
ver pessoas de tão bom coração, de tanta coragem e de grande caráter não terem
uma chance na vida. Me dói ver uma senhora cansada do serviço, no terceiro ônibus
para voltar para casa com seu celular que iria dar para o filho onde pagaria em
10 suadas parcelas ser roubada por um marginal que vai trocar aquilo por uma
quantidade mínima de droga ou dinheiro.
Hoje olhei para dentro de mim e vi que não posso mudar o
mundo, mas posso mudar a mim mesmo e posso mudar muita coisa em minha vida,
onde tinha ódio, dor ou pensamentos ruins eu coloco atitude e fé para ser
alguém melhor. Não jugue ninguém por aparência e muito menos por atitude.
Aparência não define caráter. Atitudes definem muitas coisas mas não podemos
julgar porque não sabemos o que gera aquele ato, e você também não é perfeito a
ponto de pensar que nunca será julgado. Infelizmente as pessoas só pensam
nelas, só apontam mas esquecem que podem estar na mesma situação em um futuro
distinto. Não sabemos o dia de amanhã, o mundo da voltas e tudo muda. Faça o
bem sem olhar a quem, trate as pessoas como você gosta de ser tratado.
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